Diagnóstlco da Direita IV
Humberto Braga

neste arquivo contém os seguintes textos em ordem cronológica:
"Diagnóstico da Direita", de J.O. de Meira Penna, 8/11/82
"Diagnóstlco da Direita IV", de Humberto Braga, 17/11/82
"Dicotomia Ideológica", de  J.O. de Meira Penna, 26/11/82, seção Cartas

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"Diagnóstico da Direita"
por J.O. de Meira Penna, 8/11/82

O Dr. Humberto Braga, no JB de 8/10, intentou um segundo "Diagnóstico da Direita", oferecendo 14 caracteristicas típicas do que chamou a "tradicional mentalidade política direitista". Com a devida permissão do articulista, atrevo-me a discordar da enumeração e do próprio conceito de "Direita".
É sabido que a distinção ideológica entre Esquerda e Direita data da Revolução Francesa e só teve aplicação puramente conjuntural. Conta-se que, na Assembléia Nacional ocorreu que os deputados girondinos mais moderados chegaram antes da sessão e encontraram para sentar-se os primeiros lugares vazios, à direita da Mesa, deixando assim aos jacobinos, que chegaram mais tarde por qualquer motivo, os lugares à esquerda. A dicotomia maniqueísta que a ideologia posteriormente consolidou tem essa origem fortuita.
Mas podemos imediatamente provar os defeitos do diagnóstico proposto. Napoleão era indubitavelmente o Filho da Revolução e contra ele se coligaram todos os governos conservadores da Europa. Entretanto, o regime napoleônico satisfaz perfeitamente às caracteristicas de números 5, 7, 8, 9, 10, 12 e 15, pelo menos. É Napoleão "direitista"? Os mesmos defeitos serão encontrados se julgarmos Hitler, por exemplo, nos termos da discriminação sugerida. O Führer afagava certamente uma visão material e objetiva da história (item 1) eis que acreditava na superioridade biológica da raça ariana. Também acreditava inovar e criar um novo Reich que duraria mil anos (item 2). Não tinha apreço algum à estabilidade, desejando mudar totalmente (e totalitariamente) a estrutura da Alemanha e o mapa da Europa (item 3).
Cedo os demais itens ao Dr. Braga, salvo o último, pois certamente o Nazismo não exaltava a Religião como bandeira de ação politica. lncidentalmente, a única verdadeira resistência que encontrou o hitlerismo foi por parte dos elementos conservadores do Exército, das Igrejas e da aristocracia prussiana - resistência que culminou no atentado de julho de 1944.
A mais grave brecha que se pode abrir no arrazoado do ilustre Conselheiro diz respeito aos atuais regimes comunistas da Europa oriental. Eles não desejam inovar coisa alguma (item 2). Têm mais apreço à estabilidade (interna) do que à mudança (item 4). São mesmo empedernidos conservadores gerontocratas. Cultuam o elitismo da Nomenklatura burocrática (item 5) e concordariam também com as caracteristicas "direitistas" dos itens 6,7,8,9,10,11,12 e 14. No que se refere ao item 13, creio que revelam tendência a adotar preconceitos de classe (a superioridade teórica do proletariado e a prática da burocracia). E quanto ao item 15, seria fácil argumentar que o marxismo é uma pseudo-religião civil que é exaltada como bandeira de ação política. Aliás, por falar no item 15, será a Teologia da Libertação "direitista"? Realmente, na base do critério do Dr. Braga, desafio a classificar o confronto entre Jaruzelski e Walesa, na Polônia, segundo o quadro por ele apresentado. Se Walesa satisfaz aos itens 1, 12 e 13, como direitista, não se pode colocar em dúvida que "preza mais a liberdade do que a autoridade" (item 10) que atualmente impera em seu país.
Quanto ao item 1, há que levar em conta que o historicismo absoluto de Marx, originado na filosofia idealista de Hegel, e interpretado, por exemplo, por Gramsci (II materialismo storico), ao afirmar que a práxis coletiva é a única realidade - e que só é objetivo o que é humano - nega logicamente o materialismo como metafísica. Será Gramsci, que quer uma "Nova Ordem" baseada no subjetivismo marxista, um direitista?
Não quero prolongar o debate. Mas afirmar que Platão é um "grande pensador da Direita", e Sócrates não-me parece insustentável. Tudo que sabemos sobre Sócrates está, praticamente, contido na filosofia de Platão, que procurou refletir, em seus diálogos, a profunda sabedoria subjetivista de seu amado Mestre. E o que é a filosofia de Platão-Sócrates senão uma "crítica racional da sociedade" de seu tempo (item 11) e uma tentativa de formular uma ordem justa para essa sociedade (item 9)?
Dizer que Francis Bacon, Lord Verulam, Chanceler da Inglaterra ao tempo do rei absoluto Jaime I, é um esquerdista, me parece extra vagante e subversivo - pois subverte tudo que se sabe sobre a vida
desse ilustre filósofo. E Rousseau? Rousseau esquerdista? O homem que é hoje considerado um dos profetas da democracia totalitária e foi o verdadeiro criador do nacionalismo como culto da pátria (item 12), numa Religião Civil que deveria substituir o Cristianismo?
Na realidade, o que há de mais avançado no pensamento político de vanguarda, hoje em dia, é a crença na necessidade de superar a estrutura do Estado-Nação e transcender a ideologia nacionalsocialista. Essa é também minha convicção. Mas não me considero por isso esquerdista, embora acredite nos méritos da liberdade econômica e numa economia de mercado (com os controles sociais já conquistados). Acredito também na gestação de uma nova ordem supranacional, sendo esse o verdadeiro caminho para o futuro (item 3).
Não, perdoe-me novamente o Dr. Braga. O que é estritamente esquerdismo, nos dias que correm, é manter essas falsas dicotomias ideológicas de origem maniqueísta. E é por isso que as pessoas que se negam (como eu) a reconhecer tais dicotomias e a serem por elas classificadas, são rejeitadas e lançadas ao limbo da condenação pela chamada intelligentsia de" esquerda".

Características da Direita, segundo o Dr Humberto Braga

1°) Interpretação idealista da História: ela seria feita pelas forças espirituais (subjetivas) e não pelas materiais (objetivas). 
2º) O devenir histórico é almejado mais como continuidade, crescimento ou regeneração do que como inovação ou criação. 
3°) Confiança maior no passado (tradição) do que no futuro (transformação). 
4°) Mais apreço à estabilidade do que à mudança.
5°) Elitismo declarado ou confessado. Repulsa à promessa de igualdade social. A desigualdade seria o resultado da seleção social dos mais capazes. 
6°) As classes sociais, sobretudo as inferiores, são incumbidos mais deveres do que reconhecidos direitos. 
7°) Pessimismo sobre o discernimento ou o civismo das massas, isto é, do homem comum. 
8º) Culto dos grandes homens (os heróis). 
9º) Fé numa determinada hierarquia de valores: a ordem está acima da justiça. 
10º) Preza mais a autoridade do que a liberdade. 
11°) O sentimento, o instinto, a fé, o senso comum ou a experiência pessoal se sobrepõem à critica racional da sociedade.
12º) Culto da nação e consequente repulsa ao internacionalismo.
13°) Tendência a adotar preconceitos de raça, cor ou religião.
14°) Pregação do puritanismo na vida sexual, com a explícita ou implícita suposição da superioridade da liderança masculina. 
15°) Exaltação da família e da religião como bandeiras de ação política.


J. O. de Meira Penna, escritor, Embaixador aposentado.
publicado em 8/11/82

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"Diagnóstlco da Direita IV"
por Humberto Braga, 17/11/82

Em artigo publicado no JB de 8 de novembro, o Embaixador J.O. de Meira Penna discordou do meu conceito de Direita é da enumeração que fiz de suas características fundamentais.

Até aí nada haveria a objetar, de vez que não me propus impor minha opinião a ninguém. Parece, porém, que o ilustre articulista não leu o Diagnóstico da Direita III, de 15 de outubro, onde concluí as considerações dos artigos anteriores sobre o problema Direita x Esquerda.

Respondo, por pontos, ao Embaixador: 1º) Nos 15 itens por mim formulados, tentei apresentar os traços característicos da tradicional mentalidade direitista. E acrescentei não ser necessária a reunião de todos eles para o seu diagnóstico. Afirmei, ainda, que alguns nemeram exclusividade da Direita. 2º) Tivesse o Embaixador lido o Diagnóstico da Direita III, teria visto que concordo integralmente com ele em que os atuais regimes comunistas - citei especificamente a URSS e a Polônia –são direitistas. Asseverei que a Esquerda no poder tende, inevitavelmente, a transformar-se em Direita.

Transcrevo minhas palavras: "Apesar de tudo, a Esquerda não desapareceu nos países comunistas..." "Também na Polônia é manifesta a amarga luta de classes que opõe operários a burocratas". Destaco especialmente o seguinte trecho: "Mas é lícito conceber que, paradoxalmente, aqueles países, onde a Esquerda revolucionária alcançou o mais retumbante sucesso, sejam, talvez, os mais refratários às mudanças sociais.

"Na URSS, sob a chefia genial de Lênin, um tremendo movimento de Esquerda triunfou na Revolução de Outubro de1917 e na Guerra civil que lhe sucedeu. Todavia, durante o stalinismo, a necessidade do planejamento central, para levar a cabo a industrialização intensiva, forçou a criação de uma imensa tecnoburocracia, que hoje detém incontrastável poder político, econômico, social e cultural. Ela é a nova classe dominante da União Soviética”.

3º) Pergunta o meu crítico: "É Napoleão direitista"? Dei minha opinião no artigo que ele não leu: "Extraordinário homem de mentalidade direitista''. O grande corso enquadra-se perfeitamente em dez dos quinze itens de minha classificação (1, 5 a 10, 12, 14 e 15). 4º) Não cogitei da época em que surgiram as expressões Esquerda e Direita. Sustentei que, "a Esquerda é um movimento. A Direita é uma situação'',

Assim, sempre que na vida social os fatores de alteração, tendentes ao ideal de maior igualdade social, preponderarem sobre os de persistência, a Esquerda tenderá a prevalecer sobre a Direita. Daí se segue que Esquerda e Direita sempre existiram e sempre existirão. Elas são "complementares e permanentes". 5º) É certo que o marxista Gramsci admitiu a independência da superestrutura ideológica da infra-estrutura econômica. Se for possível concluir daí que ele adotou a interpretação idealista da Hitória, isso significará apenas que o comunista italiano tinha uma característica da Direita tradicional.

6º) O Embaixador não admite que Platão tenha sido um direitista. Poderia citar muitos autores em abono disto, mas invocarei apenas o testemunho de dois, que devem ser admirados pelo ilustre articulista: Schumpeter e Popper. O primeiro, na sua História da Análise Econômica, volume 1, págs, 83 e 84, Editora Fundo de Cultura, assim se manifesta ao tratar de Platão: "a camisa-de-força fascista parece vesti-lo melhor que a comunista''... "característica que nos leva próximo à definição de fascismo". "Platão fez seu ideal dotado de fixidez porque abominava as transformações de seu tempo" (os grifos são meus).

Quanto a Popper, dedicou ao filósofo grego todo o primeiro volume de sua conhecida obra The open Society and its Enemies, para o fim de provar ter sido ele o precursor do Estado totalitário fascista. O Estado platônico, como as suas famosas idéias, era imutável. Será preciso mais para demonstrar que o superelitista Platão era um pensador de Direita?

Quanto a Sócrates, não é possível contestar que ele, ao precisar seus conceitos, pela técnica da maiêutica, abandonou a tradição, isto é, o argumento de autoridade, pelo simples critério da razão. É preciso não esquecer, como lembra Popper, que há dois Sócrates nos Diálogos de Platão: o verdadeiro e o que exprimiu idéias do próprio discípulo.

7º) É indubitável que Bacon desprezou o método dedutivo aristotélico - consagrado durante séculos pela Igreja Católica -, que investiu contra os ídolos dominantes no pensamento medieval e que defendeu a superioridade da experimentação e da observação sobre o silogismo. Sua influência espiritual foi revolucionária, pois, podendo considerar-se de todo irrelevante a circunstância de ter sido Ministro de Jaime I.

Quanto a Rousseau, será possível negar a sua influência sobre os homens que fizeram a Revolução Francesa? Será possível ignorar o culto idólatra que lhe votavam Robespierre e Saint-Just? Será possível enquadrar o pensador suiço entre conservadores, como Burke ou de Maistre, e contestar que o seu pensamento foi revolucionário para a sua época? Seria Rousseau um defensor do Antigo Regime que desabou em 1789? Há poucos dias, um amigo me enviou, de Nova York o volume X da História da Civilização, de Will Durant, que tem o expressivo título: Rousseau and Revolution.

Na página 891, lê-se o seguinte: “Napoleon ascribed the French Revolution more to Rousseau than to any other writer”. “Burke thought that in the French Revolutionary Constituent Assembly: ‘there is a great dispute, among their leaders, which of them is the best resemblance of Rousseau. In truth, they all resemble him… Rousseau is their canon of Holy Writ… to him they erect their first statue’ “.

E, Segundo Mallet Du Pan: “He alone inoculated the French with the doctrine of the sovereignty of the people. I heard Marat in 1788 read and comment on the Contrat social in the public streets to the applause of enthusiastic auditory”. Finalmente, naquela mesma página, lê-se que o segundo Discurso “Provided a basic theme for the variations of socialist theory from ‘Gracchus’ Babeuf through Charles Fourier and Karl Marx to Nikolai Lenin” (os Grifos são meus).

Eis aí o testemunho de Napoleão, do conservador Burke, do monarquista Mallet Du PIU e do próprio Durant. Depois disso sera possível duvidar de que o homem que entusiasmava Robespierre e Marat foi um pensador de Esquerda, para a sua época? 8º) Pergunta o articulista se Hitler era direitista ou esquerdista. Ora, é ele próprio quem admite aplicarem-se ao nazismo onze dos quinze ítens que aponto como caracteríscas da Direita. Apenas, não deve ser ele incluído na Direita tradicional, de vez que apresentou traços não encontrados nela. O hitlerismo foi um movimento extremado e atípico de Direita.

Parece claro que o ilustre diplomata rejeita minha concepção relativista de Direita e Esquerda. Ele tinha delas uma visão estática, ao passo que para mim, o que foi conteúdo da Esquerda numa época poderá ser da Direita noutra.

Por fim, concordando com o articulista em que as sociedades abertas do Ocidente são as mais propícias à mudança (vide Diagnóstico da Direita III, JB de 15 de outubro) e na necessidade de superação do Estado-Nacional, nada tenho a objetar que ele prefira continuar repudiando distinções entre Direita e Esquerda.

Meu crítico terminou o seu artigo queixando-se de uma chamada “esquerda”. Será que ele também reconhece a existência de uma chamada “direita”?

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"Dicotomia Ideológica"
de  J.O. de Meira Penna, 26/11/82

Agradeço a cortesia do Conselheiro Humberto Braga em haver levado em consideração sobre o seu Diagnóstico da Direita. As restrições que fiz e as objeções que levantei a seu conceito de “direita” e “esquerda” foram por ele parcialmente aceiras, de tal modo que acaba concordando indiretamente com o meu argumento inicial, a saber que a dicotomia ideológica maniqueísta “esquerda X direita”, criada por acaso na Revolução Francesa e hoje em apuros, constitui um instrumento inadequado de análise política.
Os pontos que desejo reiterar se referem aos que foram levantados pelo Dr Humberto Braga em seu artigo de 17 do corrente:
1) “A chefia genial de Lenine num tremendo movimento de esquerda” me recorda que foi esse mesmo Lenine que escreveu, em 1920, um famoso panfleto em que descreveu o Esquerdismo como “doença infantil do comunismo”...
2) Os regimes comunistas da URSS e da Polônia são, pelo Dr Humberto Braga, considerados “direitistas”. Disso se deveria deduzir que o PCB, que obedece à linha de Moscou e prestou apoio ao gauleiter Jaruzelski, é também "direitista".
3) Napoleão, “o homem de mentalidade direitista", foi o Filho da Revolução e a oposição que sempre encontrou partiu de monarquistas, sendo finalmente derrotado em Waterloo por monarquistas. Não se pode facilmente entender como um "homem de direita” tenha encontrado sua maior oposição do lado justamente da direita. A mesma observação é válida quanto a Hitler: a única tentativa séria que foi feita para derrubá-lo (a conspiração de julho de 1944) foi dirigida por aristocratas, clérigos cristãos, e membros do Estado Maior prussiano.
4) A citação de Popper é relevante. Popper coloca Platão juntamente com Hegel e com Marx entre os "inimigos da sociedade aberta". Sem querer insistir na fraqueza da argumentação de Popper, que foi contestada por muitos autores de grande reputação, basta insistir no fato de que, se a inimizade para com a sociedade aberta é de natureza "direitista", seríamos forçados a aceitar a tese de que Marx é um direitista. Aliás, a Popper de muito prefiro Whitehead. E foi Whi'tehead que considerou toda a filosofia ocidental um comentário de rodapé ao pensamento de Platão. Seria então a sociedade ocidental, tão essencialmente Platônica por sua filosofia e sua religião, uma sociedade fechada e direitista?
O único Sócrates que se conhece é o Sócrates de Platão. A tentativa de Popper de crira um Sócrates diferente do Sócrates de Platão, me lembra os esforços semelhantes dos teológos da "Libertação de criar um Cristo guerrilheiro diferente do Cristo dos Evangelhos". O "segundo Sócrates” de Platão é uma entidade fantasmagórica.
5) Bacon é um dos grandes fundadores da sociedade democrática, científica e tecnológica moderna - essa precisamente que a “Nova Esquerda” condena.
6) Não nego a influência de Rousseau sobre a Revolução Francesa. O que insisto é sobre seu papel na geração daquilo que Talmon batizou com o mome significativo de "democracia totalitária”. Rousseau e sua "Religião Cívil" estão na origem do totalitarismo moderno, de fundo ideológico, que denomino ''nacional-socialsta". A "soberania do povo" de Rousseau é perfeitamente válida tanto no caso do Hitlerismo quanto do comunismo soviético. Folgo em saber que o Dr Humberto Braga considera os terroristas St. Just e Robespierre como “esquerdistas". Está certo.
7) Burke, dado como “conservador” ou direitista pelo articulista, sempre foi um Whig, inimigo do absolutismo monárquico e favorável à independência das colônias americanas. Ora, no sistema inglês, os liberais ou whigs são considerados "à esquerda" do Partido Conservador ou Tory.
Em conclusão: se os conceitos de "direita" e "esquerda" são relativistas, se seu conteúdo varia de uma época para outra; e se "a Esquerda no poder tende, inevitavelmente a transformar-se em direita", então não há por que continuarmos o debate. Concordo com o Dr Humberto Braga e com ele me congratulo por se haver alinhado à minha posição, segundo a qual os conceitos ideológicos de direita e esquerda são inadequados como instrumentos de análise política, só servindo mesmo para serem atirados como pedradas em baderna de estudantes.

Brasília (DF) - Cartas

Jornal do Brasil, 17/11/1982

 
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