Os trinta anos da Revolução Chinesa
Humberto Braga

Até 1840, quando se feriu a Primeira A Guerra do Ópio, o milenar império da China jazia na imobilidade do "modo de produção asiático". Como é sabido, essa categoria foi criada por Marx e ele a reservou para aquelas sociedades orientais que, estranhamente, não se enquadravam no desenvolvimento unilinear da história, com as suas conhecidas fases: escravismo, feudalismo, capitalismo, etc.
O celeste Império era governado, havia mais de mil anos, pela burocracia dos letrados, isto é, o mandarinato confuciano. Foi ele o único exemplo histórico de um país dominado pela elite intelectual. E, precisamente a essa inteligentsia, desdenhosa da técnica e refratária ao trabalho manual, deveu à China a sua estagnação económica e cultural.
O capitalismo industrial surgiu no Império por via exógena, isto é, introduzido pelo capital estrangeiro, após a mencionada Guerra do Ópio. E foi essa nova burguesia que destruiu a monarquia, em 1911.
Talvez o Kuomintang (partido de Sun Yat-sen e de Chiang Kai-chek) acabasse por encontrar ou implantar um modelo razoável de democracia presidencialista na China, não fossem a insensibilidade das potências ocidentais e a cobiça dos nipônicos. O primeiro desses fatores levou o ocidentalizante Sun a concluir que para a China o sol não nascia no Ocidente, e a buscar o apoio da União Soviética. E foi a guerra sino-japonesa de 1937-45 que enfraqueceu mortalmente o capitalismo chinês, pois todas as grandes cidades do país sofreram longa e dura ocupação estrangeira durante os oito anos do conflito.
Enquanto isso, o Partido Comunista, sob a liderança de Mao Tsé-tung, empolgava as massas camponesas.
Aqui se acentua a série de paradóxos que tem desnorteado os teóricos do marxismo, quando se defrontam com o enigma chinês. Todos eles sempre afirmaram que o socialismo era gestado no ventre do capitalismo, e as contradições do último, conduziriam ao primeiro pela Revolução Proletária. Acontece que, na China, os comunistas foram esmagados nas cidades, durante a década de 20. Passaram então à guerrilha, no campo, e ali cresceram, precisamente nas regiões economicamente mais atrasadas...

EXÉRCITO DE CAMPONESES

O Exército Vermelho era composto de camponeses, e não de operários, e foram aqueles que levaram Mao ao poder, em 1949. As grandes cidades seriam as últimas a cair em mãos dos comunistas.
A análise histórica revela não ter sido esse o primeiro e perturbador desmentido que a China opôs aos postulados do marxismo-leninismo. Um dos princípios deste, sustentado com o vigor de um verdadeiro dogma, é o de que o poder político pertence inevitavelmente à classe proprietária dos meios de produção. Assim aconteceu no Ocidente, com os senhores de escravos, na Antiguidade, os barões feudais, na Idade Média, e os capitalistas mercantis, industriais e financeiros, nos tempos modernos. Ora, a burocracia dos letrados da China Imperial não era a proprietária dos meios de produção. Se é exata a afirmação de que os seus quadros, na grande maioria, se recrutavam na classe dos ricos proprietários de terras, é falsa a conclusão de que ela seria um instrumento destes. O mandarinato era algo autónomo, um fim em si mesmo. Terra para seus membros significava fonte de rendimentos e não de poder político como no caso dos senhores feudais. O poder dos letrados advinha do controle do grande aparelho estatal. Frequentes reformas agrárias foram executadas pelo "sistema", em oposição aos interesses dos latifundiários. Até à irrupção do imperialismo ocidental, nem os proprietários de terras, nem os comerciantes, nem os eunucos da Corte, nem os camponeses, nem os artesãos, nem castas militares ou sacerdotais lograram abalar a dominação incontrastável do mandarinato, isto é, da burocracia confuciana.
Sustentando que a história é o desenvolvimento de lutas de classes, Marx anunciou as contradições sociais como o motor de transformação. E, valendo-se da dialética hegeliana, acentuou que a contradição era interna. Portanto, cada sociedade dividida em classes antagónicas conteria em si o germe da própria negação. Mas acontece que essas contradições internas não determinaram qualquer transformação estrutural nas " sociedades asiáticas". O próprio Marx apontou a contradição em sua doutrina quando manifestou a esperança de que a ocupação britânica provocasse a revolução social na Índia... Destarte, a China foi uma estrutura que só se transformou por força de uma contradição externa, ou seja, sob o impacto de uma outra civilização.
O pior golpe que a velha nação iria dar no profetismo marxista foi, como veremos, o de decretar o malogro completo do Internacionalismo Proletário, expresso na famosa frase do seu fundador: "Trabalhadores de todos os países, uni-vos!" Mao venceu a guerra civil de 1947-49 sem o auxílio da União Soviética, temerosa de uma confrontação com os Estados Unidos, numa época em que estes possuíam o monopólio das armas atômicas.

O COMEÇO DA REVOLUÇÃO

Nas cidades, durante os primeiros anos, a Revolução Chinesa foi incrivelmente branda, se a compararmos com a Revolução Russa. O terror vermelho só se manifestou no campo. Xangai, no entanto, permaneceu capitalista até meados da década de 50. Muitos homens de negócios foram convidados a dirigir as novas empresas estatais. Houve, inclusive, a formação de um bom número de companhias mistas, cujo capital era metade público e metade privado.
A guerra da Coréia prejudicou gravemente os planos dos dirigentes vermelhos de um desenvolvimento ordenado da economia. Mas consolidou o regime, pois o fato de os "voluntários" chineses deterem os americanos às margens do Yalu exaltou o orgulho popular e reforçou o prestígio do líder supremo.
Após a morte de Stalin, foi-se tornando bem claro que a China não suportaria a liderança soviética e exigia ser tratada pelos russos de igual para igual. O afastamento progressivo de Moscou foi levando os chineses a um crescente radicalismo, tanto no plano interno como como no externo.
A circunstância de ser a China uma civilização muito mais antiga e rica do que a russa, e, ainda mais, sua enorme população, sua extensão territorial e, principalmente, o fato de ter decidido o seu destino histórico sem ajuda soviética, eram óbices intransponíveis à satelitização de Pequim por Moscou. E a ruptura definitiva ocorreu em 1960, com a súbita partida dos técnicos russos que se encontravam na República Popular. Isso não impediu que a China, por seus próprios meios, se tornasse potência nuclear.
No plano interno, os chineses, diversamente dos russos que prometem a almejada sociedade comunista numa época futura de abundância de bens e plenitude de técnica, decidiram construí-la imediatamente, através de uma sociedade igualitária e sóbria, na qual se harmonizem acumulação e consumo e se combata o elitismo pela eliminação das contradições entre cidade e campo, indústria e agricultura, trabalho intelectual e trabalho manual. Assim , rejeitaram o modelo soviético, que se baseia na indústria pesada e na urbanização. Foram criadas, então, as comunas populares.

A REVOLUÇÃO CULTURAL

A comuna é uma verdadeira instituição autárquica. Nela se encontram a agricultura, a indústria, o mercado, a escola, o hospital, o teatro, a habitação, o quartel, o esporte, a unidade política. Implantadas em 1958, as comunas são hoje 50.000 e nelas estão confinados 80% da população chinesa. Entretanto, somente com a Revolução Cultural adquiriram a extraordinária importância de hoje.
Aqui, nos deparamos com um tremendo acontecimento histórico, o mais importante da China após a tomada do poder pelos comunistas. Mas, teria sido a Revolução Cultural, iniciada em 1966, apenas um desdobramento da revolução vitoriosa em 1949?
Para mim, a resposta é negativa. Entendo que o animus da Revolução Cultural deve ser buscado mais no passado remoto da China do que nos problemas do marxismo-leninismo. Acredito que aquele terremoto político teve caráter eminentemente anti-elitista; e o seu radicalismo visou precisamente o elitismo ressurgente no Partido Comunista Chinês. De onde provinha esse radicalismo? Do ódio ao jugo milenar da literocracia. A Revolução Cultural veio para estorvar a volta dos " mandarins" , através dfl inteligentsia partidária.
Resolveu-se então liquidar o intelectual puro, isto é, aquele que só trabalhava com o cérebro. Declarou-se guerra às cidades, com a sua gradual substituição pelas comunas. Em todas as empresas do país, os diretores e técnicos tiveram de dividir o controle com os "comitês revolucionários" de operários, membros do partido e militares (oficiais ou soldados). E a grande contradição entre o trabalho intelectual e o manual deveria ser resolvida logo, com o envio de todos os chineses, de ambos os sexos, menores de 60 anos, para um estágio anual, de dois meses, nas comunas, a fim de executarem trabalhos manuais sob a direção de camponeses e operários.
Suprimiu-se o vestibular nas Universidades, e o acesso a estas ficou reduzido a jovens que contassem mais de dois anos de trabalhos manuais, indicados pelos comitês de camponeses e operários para ratificação do partido. Findo o curso universitário, oito milhões de formados voltaram às comunas. São os camponeses cultos, os operários intelectuais...
Devastação realmente vandálica verificou-se no teatro, no cinema, nas artes plásticas, etc. Comandou-a Chiang Ching, a quarta e última mulher de Mao. Partindo de uma extravagante interpretação da teoria marxista das superestruturas, ela e seus sequazes concluíram que toda a cultura do passado era uma cultura da velha classe dominante, destinada a justificar a espoliação. Decidiram, então, expurgá-la e criar uma nova cultura revolucionária.
O absurdo de tal "teoria" é patente, de vez que, por ela, jamais seria possível explicar como cidadãos das modernas sociedades capitalista e socialista possam admirar a arte, a epopéia e a tragédia grega (produzidas numa sociedade escravista) ou a arte gótica (florescente numa sociedade feudal). Esse deplorável episódio foi uma das piores chagas do maoísmo.
E, paralelamehte à guerra ao elitismo intelectual, resolveu-se eliminar o espírito de competição. É pecado contra-revolucionário querer alguém brilhar, destacar-se, aparecer. O bom aluno se justifica como um meio para lutar pela revolução, jamais como um fim em si mesmo.
Liu Shao-chin e muitos outros próceres foram expurgados durante o cataclismo político. Mas, ao contrário do soviético, o expurgo chinês é relativamente incruento. Não se conhece nenhum líder famoso liquidado fisicamente, após 1949. O campeão da Revolução Cultural, Lin Piao, que exortava os povos dos campos (Terceiro Mundo) a submergirem os das cidades (Ocidente desenvolvido), foi depurado também. Teria morrido num desastre aéreo. Ainda que a versão seja falsa, isso mostra a repugnância dos chineses em anunciar a execução dos dissidentes.

A "CORTINA DE BAMBU"

No plano externo, a política, até 1970, foi a do aventureirismo. A China denunciava a timidez ou cobardia dos soviéticos e exortava os povos do Terceiro Mundo a se sublevarem, sem medo da reação imperialista. Lema típico dessa época: "A bomba atômica é um tigre de papel". Mas, o governo de Pequim cuidou de construir as suas bombas atômicas. A primeira explodiu em 1964.
Todavia, ao clarividente Chou En-lai não escapava o fato de que a China se encontrava em perigoso isolamento, cercada pela hostilidade dos Estados Unidos, da União Soviética, do Japão e da Índia. Graças à sua argúcia e ao pragmatismo de Kissinger, rompeu-se a " Cortina de Bambu" e promoveu-se a reaproximação sino-americana.
Daí por diante, sempre sob a liderança de Mao, mudou completamente a política externa chinesa. Não podendo competir militar ou economicamente com a URSS no auxílio aos movimentos revolucionários do Terceiro Mundo, a República Popular passou a omitir-se ou a apoiar a sua repressão. Foi posta de lado a ideologia anti imperialista na política exterior e substituída pelas preocupações com a segurança nacional. Para os chineses, a União Soviética é o imperialismo perigoso, pois está na ofensiva. Já os Estados Unidos encontrar-se-iam na defensiva. Portanto, consideram mau, tudo o que possa fortalecer a URSS. E o pior dos males seria um duradouro entendimento americano-soviético. Isso explica a interminável ladainha de Pequim sobre a inevitabilidade da Terceira Guerra Mundial.
O radicalismo de antes tinha justificação histórica. A Rússia, após libertar-se dos mongóis, preservou sempre sua integridade territorial e conservou seu orgulho patriótico. Já o grande e milenar Império da China fora transformado em semicolônia, a partir do século passado, pela ação predatória dos ocidentais. Compreende-se, pois, o repúdio dos chineses aos valores espirituais do Ocidente.
Grandes transformações ocorreram após a morte de Mao Tsé-tung . A ruptura sino-soviética representou a vitória do Estado Nacional sobre o Internacionalismo Proletário de Karl Marx e de Vladimir
llitch Lênin.
No empenho de fortalecer o poder nacional chinês, Mao repeliu a liderança da URSS e passou a disputar-lhe a hegemonia da Ásia.

DEPOIS DE MAO, A ABERTURA

Seus sucessores deram continuidade lógica àquela orientação, buscando dotar a China de uma moderna e poderosa base técnica e industrial, que só pode vir do Ocidente. Modernização tornou-se a palavra de ordem e o princípio da produtividade voltou a prevalecer sobre o entusiasmo político ou o radicalismo ideológico. Isso explica a abertura cultural e a economia da China post-maoísta, o restabelecimento do vestibuar nas Universidades, a proteção à ciência contra as interferências políticas, o incentivo aos investimentos estrangeiros, etc. Para Pequim, é intolerável o antagonismo entre uma China militarmente fraca, dotada de armas obsoletas ea formidável URSS, armada até aos dentes de tudo quanto há de mais moderno na ciência bélica.
Dessa abertura, muitos, no Ocidente, estão tirando conclusões errôneas. Uns, falam em restabelecimento do capitalismo na China, outros na sua transformação em sociedade de consumo. E alguns, mais otimistas, prevêem o advento da democracia política na República Popular.
Acontece, porém, que a Revolução Comunista não está em questão, pois o retrocesso se observa apenas na Revolução Cultural. Nada é mais absurdo do que o restabelecimento da propriedade privada dos meios de produção na China. A história registra restaurações políticas, jurídicas ou religiosas, não, porém, sócio-econômicas. Na França, depois da queda de Napoleão, os Bourbons tentaram restaurar o antigo regime, mas a nova burguesia era indestrutível e os bens dos nobres e do clero, confiscados durante a Revolução, não mais tornaram aos seus antigos donos. Na China, a propriedade alienada sofreu transformações pela ação do Estado e inexiste um padrão ou critério de justiça para decidir quem pertenceria à minoria dos proprietários ou à maioria dos não-proprietários. Até nos países capitalistas é algo muito difícil desnacionalizar uma empresa.
Quanto à sociedade de consumo, ela só é concebível pelos padrões do Ocidente desenvolvido ou do Japão, pois consiste na prática de comprar, cada vez mais, produtos impostos pela publicidade e pela moda. A União Soviética está longe de ser uma sociedade de consumo e muito mais longe ainda, a China.
A República Popular é o mais completo dos sistemas totalitários existentes. Totalitarismo não se confunde com despotismo. O traço fundamental do totalitarismo não é a intensidade da repressão ou a dureza dos meios coercitivos e sim a extensão do controle estatal sobre todos os setores da vida nacional, extinguindo qualquer manifestação de pluralismo. Não há uma só instituição que escape ao domínio avassalador do Estado e o povo vive sob permanente e entusiástica arregimentação. Desta podemos citar dois exemplos: a campanha educacional, na qual a participação da comunidade permitiu transformar os 80% de analfabetos, de 1949, nos 80% de alfabetizados, de 1974, e a campanha sanitária de extermínio das moscas, mosquitos, ratos e percevejos. Em outro qualquer país, essa tarefa seria confiada exclusivamente a um serviço público e a população se manteria como espectadora. Mas o êxito foi possível pela participação da comunidade, sob a orientação do Estado.
Uma transformação, contudo, e muito importante, pode advir da atual política post-maoística. A rápida industriaiização, com base na tecnologia ocidental, agravará, inevitavelmente, as contradições entre a cidade e o campo, a indústria e a agricultura, o trabalho intelectual e o manual, precisamente aquelas que Mao pretendia superar. A modernização implicará a criação de uma elite tecnocrática, exatamente aquilo que a Revolução Cultural intentara liquidar.
Não podemos neste artigo apresentar o elenco das realizações do maoísmo no plano económico. Os observadores idôneos concordam em que foram satisfatoriamente atendidas as necessidades básicas de alimentação, vestuário, habitação, saúde, educação e trabalho da maioria do povo chinês que, em 1949, figurava entre os mais miseráveis do mundo. Limitamo-nos a assinalar que o traço dominante da economia chinesa está na reversão da tendência, observada em quase todo o mundo, de trocar força de trabalho por capital. Nas comunas, procura-se estabelecer o equilíbrio entre a atividade agrícola e a indústria local. Somente quando esta última produz máquinas capazes de substituir o trabalho humano é que se dá a liberação da mão-deobra no campo.
Para mim, o mais auspicioso na China post-maoísta foi a abertura cultural, que liquidou o facciosismo primário de Chiang Ching e seus adeptos. O fanatismo ideológico não conseguiu destruir um legado extraordinário, que não pertencia apenas a um país, porque se converteu em patrimônio da humanidade. A eliminação dos insensatos abusos da Revolução Cultural é uma vitória do Humanismo Chinês, que haverá de sobreviver a todas as ideologias e a todas as tiranias.

O Globo, 01/10/1979

 
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